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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Notícias sobre os Jogos de Londres 2012



Vítima de homofobia há um ano pede fim do preconceito e sonha com Londres.
Michael, do Vôlei Futuro, relembra com tristeza últimos episódios de preconceito.

Michael ressalta qualidade dos centrais no Brasil - Alessandro Iwata/Ideale Comunicação - 30/9/2011.

Um ano após viver o pior momento da sua carreira, Michael lamenta sucessivos episódios de preconceito no vôlei brasileiro. O central do Vôlei Futuro diz que não mudou muita coisa desde que foi vítima de homofobia em quadra e lembra com tristeza o recente caso de racismo pelo qual passou seu amigo Wallace, oposto do Sada Cruzeiro. Semifinalista da Superliga, o hoje homossexual assumido diz que não dá bola para as provocações de torcida e só pensa em fazer o seu trabalho para quem sabe defender a seleção brasileira em Londres 2012.
O Vôlei Futuro enfrenta o RJX nesta terça-feira, a partir das 18h45, no ginásio Plácido Rocha, em Araçatuba. Na outra semifinal, o Sada Cruzeiro tem pela frente o clássico contra o Vivo Minas. Os dois confrontos serão válidos pela primeira partida da série melhor de três das semifinais.
- O preconceito em quadra ainda continua, o que mudou é que agora as pessoas pensam duas vezes antes de falar qualquer coisa. Fiquei bastante sentido até porque não esperava que fosse acontecer tudo aquilo. E também não esperava toda aquela repercussão. Foi uma coisa que me deixou muito assustado, em uma semifinal de um jogo importante.
Adversário naquela ocasião, o Sada Cruzeiro foi multado em R$ 50 mil pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelo caso de homofobia. Mas no começo deste ano, o feitiço da torcida virou contra o feiticeiro e o próprio time mineiro viu Wallace ser chamado de “macaco”, em partida contra o mesmo Vivo Minas, agora adversário da semifinal.
Assim que ficou sabendo do racismo, Michael se solidarizou com a situação e tratou de mandar apoio ao jogador. Mais do que isso, o Vôlei Futuro jogou uma partida da Superliga com uma mensagem contra o preconceito – com o central, cobriu o ginásio com as cores do arco-íris, símbolo do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e emocionou o central. Ele garante que não teve - Minha meta nunca foi falar sobre homossexualidade ou racismo, mas para defender uma causa, a gente tem de falar sobre isso. Conheço o Wallace, joguei com o Wallace, que é um menino tão querido. Conheço a família dele e sei que ele se esforçou muito para chegar onde está. Tenho ideia de como ele deve ter ficado no ginásio. No esporte em geral não cabe mais nenhum tipo de preconceito, racismo ou qualquer outra forma de hostilizar o atleta. A gente tem de parar de rotular a pessoa e analisar o atleta.
Oportunidade em Londres
Semifinalista da Superliga, Michael não esconde o sonho de defender o Brasil nos Jogos Olímpicos. O central segue fazendo o seu trabalho, fora dos rótulos de antes, e espera por uma oportunidade no time de Bernardinho. Mas o jogador sabe que terá de lidar com as fortes concorrências, inclusive, do companheiro de time Vini.
- É sempre o grande sonho do atleta participar de uma seleção, ainda mais em Olimpíada. A seleção tem centrais fortíssimos e que vêm de muito tempo de seleção. É lógico que a gente faz o nosso trabalho. Mas o Brasil hoje está muito bem servido de atletas. Até chegar lá tem de disputar com muitos centrais. Afinal, o melhor campeonato de vôlei está aqui.
Também companheiro de Ricardinho, o central até evita comentar, mas deixa no ar o desejo de ver o levantador novamente com a camisa da seleção brasileira. Para ele, o levantador de 36 anos poderia contribuir e muito nos Jogos Olímpicos.
A Rede Record mostrará a Olimpíada de Londres 2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet, por meio do R7. A Record detém ainda os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e da Olimpíada do Rio de Janeiro 2016.

Fonte: R7


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